A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 SERÁ A MAIS VIOLENTA DA HISTÓRIA

O golpe de 2016 foi um projeto de Washington, comandado por Hilary Clinton, e as oligarquias oportunistas, colonialistas, escravocratas e venais do Brasil traíram o país, por interesses obscuros.

INTRODUÇÃO

Um ano na guerra ou na política é um tempo ínfimo. Pode ser a diferença entre ganhar ou perder, caso as decisões certas não sejam tomadas no momento certo.

No início da guerra civil russa, as forças revolucionárias, que viriam a ser o Exército Vermelho, aboliram os oficiais e adotaram o esquema de assembleias para decidir as táticas das batalhas.

A demora das assembleias, que ocorriam dos níveis mais altos aos mais baixos, foi uma oportunidade aproveitada pelos exércitos brancos e verdes, para impor contundentes derrotas aos revolucionários.

O comitê central bolchevique aboliu, então, este sistema, reabilitou os antigos oficiais do exército czarista, que haviam aderido à Revolução e centralizou o comando. Para contemporizar algumas alas do partido, foi adotado o sistema de comissários políticos nas unidades militares, que na prática não tinham nenhum poder de decisão tática. Sob o comando do general Mikhail Tukhachevsky, os revolucionários viraram os rumos do sangrento conflito e o resto é história.

O GOLPE FOI DECIDIDO NOS EUA

O Brasil também está em guerra. A fala do Luís Dulci na Live, disponível no site www.ocontexto.org, tem uma informação de enorme importância, que parece estar passando desapercebida para muita gente: o golpe de 2016 foi um projeto dos Estados Unidos. As oligarquias oportunistas, colonialistas, escravocratas e venais do Brasil se aproveitaram, por interesses obscuros.

Foi uma guerra – a tal da guerra híbrida – e o Brasil foi derrotado. O episódio faz parte da flexão de músculos do Império, para recuperar sua hegemonia mundial. É um movimento que ocorre em todo o planeta e inclui as provocações no Mar do Sul da China, o golpe na Bolívia, a violenta mudança de regime na Ucrânia, a tentativa de submissão dos árabes, que resultou nas estranhas “primaveras” e a guerra sangrenta na Síria, as ameaças constantes ao Irã, os obstáculos econômicos à Argentina, o bloqueio perverso contra Cuba, Nicarágua e Venezuela, a imposição humilhações e dificuldades diplomáticas e comerciais à França, o deslocamento de forças da Otan para as proximidades das fronteiras russas, além de outras medidas de diferentes graus de violência.

O resultado da guerra híbrida contra o Brasil foi a completa submissão do país. As grandes questões do Estado Brasileiro, sejam no plano diplomático, militar ou econômico a rigor são decididos em Washington. A destruição das principais cadeias industriais do país, com o desmantelamento das grandes construtoras e da Petrobrás, que eram os motores da economia brasileira, foi um projeto desenhado nos Estados Unidos, sob a liderança de Hilary Clinton. Somente países derrotados em guerras perdem subitamente, em apenas um ano, mais da metade do seu PIB, como aconteceu com o Brasil.

O resultado mais evidente do golpe é que o Brasil retornou ao estágio de uma economia colonial, estruturada apenas para exportar commodities biológicas e minerais.

A MESMA ESTRATÉGIA DESTRUIU A ECONOMIA ARGENTINA

Quem se der ao trabalho de ler Brasil, Argentina e Estados Unidos, da Tríplice Aliança ao Mercosul, de Moniz Bandeira, vai ficar sabendo que a origem da crise econômica interminável da Argentina foi um processo semelhante ao golpe que ocorreu no Brasil. Nossos vizinhos portenhos aproveitaram as oportunidades do cenário mundial e no final da Segunda Guerra Mundial o país era a 5ª maior economia do mundo, tendo à frente apenas Estados Unidos, União Soviética, Reino Unido e Canadá. As outras economias tradicionais estavam destruídas e precisaram do Plano Marshall para se reerguer.

A emergência de um país altivo, rico, com economia vigorosa – a Argentina construiu, até a década de 1960, um dos mais modernos, diversificados e produtivos parques industriais do planeta – incomodou os estrategistas dos Estados Unidos. Mesmo que Peron tenha dito várias vezes que a Argentina era soberana e não admitia a interferência estrangeira, mas no caso de uma Guerra Mundial, que colocasse à frente os Estados Unidos e a URSS, seu país apoiaria o “Ocidente”; os estrategistas imperiais estadunidenses consideravam a situação inaceitável.

Do ponto de vista dos EUA, era inadmissível, que um país soberano e com uma economia tão moderna prosperasse no seu quintal, pois na visão deles seria um concorrente econômico e um mau exemplo, que poderia contaminar toda a América Latina, especialmente o Brasil.

Sem entrar em detalhes, o golpe que removeu os peronistas, os nacionalistas, os desenvolvimentistas e o capital industrial do poder na Argentina, foi planejado em Washington e, para ter sucesso, contou com o apoio da oligarquia agrária do país. A ascensão da oligarquia agrária ao poder, seja através dos generais “gorilas” ou de políticos ligados ao agronegócio significou o desmantelamento de um dos mais importantes perques fabris do planeta – muitas indústrias, como a Alpargatas, vieram para o Brasil.

A Argentina nunca mais se recuperou da destruição da sua indústria e a migração de sua economia para o modelo agrário-exportador, de estilo colonial.

GOLPE CONTRA O BRASIL TEVE ADESÃO DE TRAIDORES

O golpe teve como objetivo orientar o Brasil para a mesma trajetória de rebaixamento do seu padrão econômico, e como no país vizinho, os planos dos Estados Unidos somente se efetivaram com a adesão de setores das oligarquias brasileiras, com seus clientes, que operam na política e nas instituições de Estado.  

Os integrantes dos governos Temer ou Bolsonaro são uma espécie de nababos, o termo que definia os funcionários da Companhia Britânica das Índias Orientais, que administravam a Índia, no período colonial. Enquanto cumpriam as ordens vindas de Londres, esses funcionários se dedicavam a roubar com a complacência da Companhia. Quando voltavam para o Reino Unido, estavam ricos. O sistema funcionou, porque durante séculos, as oligarquias indianas participaram no butim.

As eleições de 2022, portanto, não serão normais.

A BATALHA DE 2022

A preparação, a campanha e as eleições são etapas de uma batalha desta guerra. O resultado da batalha, longa como foi Stalingrado, definirá se o Brasil recupera sua soberania ou segue sendo uma semicolônia do Império constituído pela aliança entre o poder geoestratégico dos EUA e o sistema financeiro transacional.

Como em qualquer guerra, a rapidez das decisões é um elemento essencial. Longe do alcance da percepção da maioria – gente da planície, como nós – forças poderosas estão em movimento, para manter o Brasil submisso, com uma economia colonial, que produz miséria, fome e fulmina nossos sonhos e esperanças.

O tempo atual exige a ação determinada das lideranças, que desde há muito tempo provaram ser merecedores da confiança da maioria dos brasileiros. Como em qualquer guerra, é preciso confiar nos comandantes. Eles estão em posição de obter informações, para entender a realidade, muito melhor do que podemos fazer. E o tempo é um recurso escasso e insubstituível. O tempo perdido nunca é recuperado.

Um comentário

  1. Conclusão: o Lula está dando um baile nos adversários, pois, enquanto eles lutam numa guerra fraticida, o Lula vai ao exterior articula com aqueles que não estão submetidos aos EUA para garantir aliados contra outro golpe, coopta um dos quadros importante dos adversários,no principal Estado do pais, e vai avançando. Meu grande prazer vai ser assistir os militares meterem o rabo no c.., mais uma vez. O título do artigo é ruim, porque ele faz um terrorismo que pode amedrontar a militância. Em 1982 foi bastante violento, portanto, violência não será novidade. Em outros momentos da nossa história tinha muita violência, principalmente, no interior onde os coronéis macomunados com as polícias dominavam as eleições.

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