NAS ELEIÇÕES DE 2022 A SOBERANIA COMBATE A SUBMISSÃO

A história, o cenário mundial e a conjuntura nacional definem que o centro da luta no Brasil é pela independência nacional, para que o país possa se reorganizar e recuperar sua capacidade de desenvolvimento, com o objetivo de gerar empregos, bem-estar e tranquilidade, à sua população.

As oligarquias brasileiras cultivam os mesmos preconceitos, ganância, racismo e crueldade, que tinham os primeiros aventureiros portugueses, que desembarcaram nas praias da então colônia.

Os diferentes estágios e as singularidades da luta de classes

Há diferentes estágios na luta de classes. Determinadas circunstâncias podem criar as condições objetivas para um evento como a revolução russa de 1917. No caso, foi a catástrofe que se abateu sobre a Europa, com a primeira Guerra Mundial. O evento provocou ondas de mudança que afetaram vários outros países, como a Alemanha, onde por pouco a esquerda não chegou ao poder. Tal não ocorreu, porque os partidos e grupos da esquerda se recusaram à unidade e a direita, apoiada pelas potências vencedoras, organizou esquadrões da morte, para exterminar líderes comunistas e socialistas.

Outro episódio notável foi a revolução Chinesa. A china durante a maior parte da história foi o centro do mundo. O historiador Paul Kennedy utiliza uma metáfora interessante, para definir a importância da China. Segundo ele, se uma nave espacial alienígena chegasse à terra na maior parte dos últimos quatro mil anos, aterrizaria na China, pois era o local mais civilizado e avançado do planeta. Da mesma forma que ocorreu no Império Romano, a China foi várias vezes invadida por povos nômades das estepes asiáticas, porém havia um padrão cultural, que sobreviveu durante todos esses anos: os invasores assumiam o poder dos imperadores, mas se tornavam “chineses”, tal a força da civilização que floresceu no local. Assim, é consenso entre os historiadores e antropólogos, que a China constitui a entidade política mais antiga do mundo.  

Por uma série de circunstâncias que não cabem neste artigo, a partir do século XIX, o Império chinês, governado por uma dinastia estrangeira – os manchus – passou a perder a corrida tecnológica, para as potências europeias. Na segunda metade do século os países imperialistas europeus, seguidos pelos Estados Unidos e o Japão, adotaram uma atitude mais agressiva, em uma disputa interimperialista, para obter maiores vantagens do que parecia ser o moribundo estado chinês.

As principais potências conseguiram vantagens territoriais e econômicas, roubando da China ou em disputas entre elas, como ocorreu na guerra entre os Impérios Russo e Japonês – que terminou com uma humilhante derrota dos exércitos czaristas, no que se constituiu na primeira derrota de um país europeu, para uma nação asiática, desde a vitória dos austríacos sobre os turcos, na Batalha de Viena, em 1683. O resultado irrigou as lutas anti-czaristas no Império russo, o que resultou em 1905 na criação do Soviete de São Petersburgo, cujo presidente foi Trotsky.

A China, entretanto, possuía uma base civilizatória consistente, original e orgulhosa. As elites intelectuais e a própria população, conscientes do lugar de sua cultura no mundo, nunca aceitaram as afrontas importas pelos invasores, embora suas instituições militares paralisadas no tempo não tivessem forças para resistir. Desde o início das invasões e da imposição dos chamados “tratados humilhantes”, houve tentativas de reações, através de revoltas populares, como a rebelião dos Boxers, da modernização das forças armadas, adoção de padrões culturais e econômicos ocidentais (segundo o exemplo do Japão), até que o Império foi derrubado, em 1912, por uma revolução liderada por um intelectual, Sun Yat-sen, para o estabelecimento de uma república.

A extinção do império provocou intensas convulsões no país e o governo republicano não conseguiu consolidar seu poder em todo o imenso território chinês, que foi fragmentado em pequenos territórios, governados por mandarins pelos “senhores da guerra”, uma espécie de chefes feudais.

No caos em que se transformou o país, Sun Yat-sen foi obrigado a fugir para o exílio, onde formou o Partido Nacionalista, conhecido como Kuomintang, e estabeleceu uma aliança com o Partido Comunista Chinês (PCC) – que havia surgido inicialmente a partir de estudantes universitários – para combater os senhores da guerra e os conservadores, que defendiam a restauração do império.

Os líderes que implantaram o socialismo com peculiaridades chinesas

Mesmo antes do final do conflito, para eliminar os bandoleiros, ex-mandarins conservadores e os senhores da guerra, o Kuomintang traiu a aliança e tentou eliminar os comunistas. Milhares foram mortos, no massacre de Xangai, em 1927. Entretanto, na caótica China da época, o núcleo do exército comunista iniciou a Longa Marcha, em direção a regiões remotas, comandado por Mao Zédõng. Na retirada, que durou anos, o Partido Comunista chinês mudou seu perfil, passando de um agrupamento de operários e intelectuais, para ter sua base principal no campesinato. No novo perfil, o partido foi comandado por um pequeno núcleo de intelectuais formados a partir de uma mescla cultural composta por elementos da tradicional escola confucionista, o padrão de ensino europeu, com forte influência marxista, sendo os mais destacados o citado Mao e Zhou Enlai.

Mao, embora filho de um camponês, pequeno proprietário, estudou na Escola Normal de Hunan, onde estudou filosofia, história e literatura chinesa; depois entrou na Universidade de Pequim, onde fez cursos de filosofia e pedagogia, trabalhou na biblioteca e conheceu os introdutores do pensamento marxista no país, Chen Tu Hsiu e Li Ta Chao.

Zhou Enlai, considerado por muitos “o cérebro do PC Chinês”, nasceu em uma família tradicional de eruditos mandarins – intelectuais, que estudavam durante boa parte da vida, para os concursos públicos, que selecionavam os funcionários do império chinês, há milhares de anos. Zhou iniciou seus estudos na Dongguan Model Academy, considerada a escola mais moderna do país. O futuro dirigente comunista estudou inglês, ciências e teve contato com autores reformistas e radicais. Em 1913, prosseguiu seus estudos na Nankai Middle School, instituição que adotava modelos ocidentais. Seu desempenho abriu as portas para o prosseguimento de sua formação no Japão e na França. Embora, introduzido nos padrões educacionais europeus, Zhou Enlai manteve e adaptou os conceitos confucionistas de gong (espírito público) e neng (habilidade). Seus primeiros contatos com o pensamento marxista ocorreram na Universidade de Kioto. Voltando para seu país, ingressou na Universidade de Tianjin, onde participou do movimento estudantil de esquerda. Com a criação da Universidade de Nankai, o já militante optou por esta instituição., onde ingressou em uma organização clandestina e adotou o pseudônimo de “Número Cinco”, que o acompanhou durante boa parte da vida. Preso, ao ser libertado, conseguiu recursos para viajar para a Europa, onde além de frequentar diversas universidades na França, Reino Unido e Alemanha, manteve intensos estudos sobre o marxismo e a Revolução Russa, atuando também na organização do PC chinês com compatriotas residentes na Europa (sendo um deles Deng Xiaoping), até voltar ao seu país, quando foi estabelecida, por interveniência soviética, a aliança entre o Kuomintang e os comunistas.

A aliança estabelecida em 1924 foi rompida pela traição do Kuomintang, em 1927. Mao e Zhou partiram na Longa Marcha e iniciaram uma insistente guerrilha contra o governo autoritário que assumiu o poder, liderado por Chiang Kai-chek. A invasão japonesa da Manchuria, território a nordeste da China, introduziu um novo componente no caótico período de profundas mudanças, que davam a impressão para centenas de milhões de chineses de que o fim dos tempos havia chegado.

A difícil guerra contra os invasores japoneses levou ao estabelecimento de uma nova aliança entre o Partido Nacionalista e os comunistas, em 1936. O desempenho comunista nesta guerra foi superior ao do seu aliado e, no final do conflito, os exércitos do PCC, se fortaleceram com armas tomadas dos japoneses e fornecidas pelos soviéticos, que mantinham suas forças no oriente chinês.

Logo no encerramento do conflito, com a derrota do Japão, os nacionalistas atacaram os comunistas. O Governo dos EUA, que ainda contava com forte influência de figuras ligadas a Franklin Delano Roosevelt, tentou a conciliação, sem sucesso. Em 1946, os exércitos do Kuomintang desencadearam uma ofensiva total, para exterminar o PCC. A forte presença de mercenários estadunidenses, lutando ao lado dos nacionalistas, indicava a participação clandestina de bilionários dos EUA, no financiamento e apoio das forças de Chiang Kay-chek. Quase 500 pilotos estadunidenses participaram da guerra civil.

Nem a URSS acreditava na possibilidade de vitória vermelha e, em 1946, Moscou reconheceu o governo liderado por Chiang Kay-Chek.

O socialismo chinês nasceu trazendo novidades

De certa forma, trazendo novidades às concepções de Carl Marx, de que o núcleo da revolução socialista seriam os operários industriais, a força dos comunistas chineses eram os camponeses. Em uma guerra clássica, no estilo oriental (cujas táticas e estratégias devem muito a Sun Tzu), os exércitos comandados por Mao Zédõng, Zhou Enlai e Lin Piau (o principal líder militar comunista), foram pacientemente desgastando e quebrando a moral das tropas nacionalistas, até a vitória final, em 1949, quando os chefes do Kuomintang fugiram para a ilha de Taipé, onde contaram com a proteção da poderosa marinha dos EUA.

Um aspecto importante da vitória vermelha foi a percepção, pela maioria da população do país, de que os comunistas iriam resgatar a dignidade chinesa humilhada pelas invasões, os tratados desiguais e os abusos cometidos pelas potencias ocidentais contra a China. Os nacionalistas, por seu lado, eram considerados braços dos Estados Unidos, portanto iriam prosseguir nas políticas que humilhavam a mais antiga entidade política do planeta.

Portanto, a revolução chinesa, além de marxista, também teve caráter nacionalista e até mais, pois representou a defesa de uma civilização milenar, que na maior parte da história foi a mais importante e autossuficiente do mundo.

A China, mais do que qualquer outro país, simboliza que o marxismo não é e nem pode ser monolítico. Onde quer que seja implantado, as características particulares do lugar estarão presentes, são essenciais e devem ser incorporadas, sob pena de inviabilizar a implantação do socialismo.

Países como o Vietnam, Cuba, Argélia, Noruega, Islândia e, mesmo, a Venezuela, países que optaram por transitar aos trancos e barrancos, em direção a algum modelo de socialismo, sem que este fosse imposto de fora, confirmam a variedade de caminhos para uma sociedade socialista mais justa e igualitária e a originalidade das opções que podem surgir de diferentes culturas.

As lições da China e a relevância do nacionalismo

Além das singularidades locais, há outras lições da Revolução Chinesa que devem ser consideradas. A primeira delas é que o marxismo oferece uma extraordinária contribuição, para a compreensão das relações econômicas em uma sociedade de classes – com adaptações que podem ser utilizadas também para a análise de outros modelos, como castas ou a sobrevivência de resquícios feudais (tipo Império Czarista e a própria China) – e na sua versão leninista sugere métodos estratégicos e organizacionais para a conquista do poder. Porém, é ineficaz para prever como será a sociedade socialista ou comunista (inclusive se a humanidade escolherá viver no comunismo sugerido por Marx), porque o futuro é imprevisível. Não há nenhum mecanismo intelectual ou tecnológico capaz de construir o amanhã. A única antevisão possível é a que pode ser feita com base no estudo da história, da teoria da evolução e de sua adaptação para outros aspectos das culturas humanas, é que a humanidade como regra padrão sempre procura melhorar, apesar de agitações de grupos minoritários que levam ao retrocesso – por exemplo, como a religião, a escravatura, o colonialismo, o racismo, a homofobia, o machismo, o imperialismo, o preconceito, a xenofobia, o nazifascismo, o capitalismo sem controle e o liberalismo.

Outro ensinamento importante da Revolução Chinesa, assim como da vietnamita, é que na atual etapa da luta de classes, o nacionalismo é um importante elemento agregador e mobilizador.

Este é um fato percebido pela aliança liberal mundial, que procura distorcer os sentimentos nacionalistas – que são aspectos culturais das populações – para finalidades do seu interesse e facilitar a dominação. São exemplos, os casos da Iugoslávia, que possuía potencial para se tornar uma das principais potências da Europa e foi literalmente balcanizada – ou dividida em diversos estados irrelevantes; o outro é a Ucrânia, pais com antigas relações culturais, étnicas e linguísticas com a Rússia, que foi levado a um conflito que não interessa à sua população com o grande vizinho do Leste.

Como observação, a estratégia imperial para a Ucrânia foi estimular – com bilhões de dólares – os grupos nazistas locais, que permaneciam ocultos nas trevas; e provocar confrontos entre os ramos latino e ortodoxo do catolicismo, que conviviam em harmonia há séculos.

Cabe aos que defendem o socialismo; ou um mundo mais justo, solidário, acolhedor, pacífico, igualitário, educado e civilizado; a recondução do nacionalismo para os seus aspectos mais positivos. Provavelmente (não é possível prever), quando o mundo se estabelecer com países independentes, sem hegemonia, será possível evoluir para a abolição de fronteiras.

O falso patriotismo dos bolsonarista é fruto dos métodos de deformação de conceitos, comum nas estratégias de sabotagem do Império Informal Estadunidense.

Voltando ao ponto da singularidade dos processos de luta de classes, ou da caminhada para o socialismo, traduzido acima (um ambiente justo, acolhedor, pacífico, igualitário, educado e civilizado), cabe a discussão sobre o Brasil.

O déficit civilizatório das oligarquias brasileiras

O país está longe de um ambiente como o que viabilizou as revoluções no Império Czarista, na China, no Vietnã ou Cuba. Difere, inclusive, e muito, da Venezuela.

Aqui não há o colapso de uma era, como na Rússia, de 1917, ou da China nos 100 anos, entre as metades dos séculos XIX e XX. O Brasil não tem as pequenas dimensões de Cuba e nem conta com a surpresa da declaração do caráter socialista dos guerrilheiros cubanos – até 1960, os estrategistas da geopolítica dos Estados Unidos acreditavam que aquela era mais um dos inúmeros levantes de caudilhos latino-americanos.

Na Venezuela, por sua vez, o chavismo que tentou um golpe e acabou chegando ao poder pela via eleitoral, é um movimento militar. Hugo Chaves e seus principais camaradas eram militares das principais unidades de elite das Forças Armadas Venezuelanas. Desde a ascensão do chavismo ao poder, o regime conta com consistente apoio militar e as forças militares venezuelanas se fortaleceram, desde então, com apoio chinês e russo, o que torna muito difícil invadir o país. A possibilidade de invasão é ainda mais complicada, porque o governo da Venezuela conseguiu penetrar nos locais de moradia das populações mais pobres do país, melhorando a qualidade de vida e obtendo a lealdade popular para uma eventual resistência. É preciso também levar em consideração que uma possível invasão pode incendiar o maior estoque estratégico de petróleo próximo dos Estados Unidos.  

Nenhum dos países mencionados seguiu a cartilha marxista a risca.

A União Soviética caiu em 1991, levando consigo a experiência que mais se afastou do marxismo, com o terror do autoritarismo stalinista e um igualitarismo rebaixado. A China, por seu lado avançou aproveitando as oportunidades geoestratégicas que surgiram, enquanto apostava na expansão econômica e tecnológica, para implantar o seu modelo de socialismo com características chinesas (características profundas, por sinal).

No Brasil a situação é bastante diferente de qualquer um dos processos políticos citados. Embora seja um dos países com maior potencial para se transformar em uma potência mundial, pois tem todas as condições objetivas necessárias – território continental, grande população, abundância de bens minerais e biológicos estratégicos, e economia poderosa (embora em queda acelerada, o Brasil ainda ocupa o 12º posto no ranking das nações mais ricas) – faltam elementos subjetivos.

As oligarquias traidoras do Brasil

Diferente da China, que possui o status de ser uma antiga e orgulhosa civilização – ou mesmo da Rússia, que se consolidou como um estado nacional no século XVI, a partir guerras, para expulsar invasores mongóis, alemães, poloneses e suecos, que forjaram uma aristocracia altiva e uma elite intelectual nacionalista – o Brasil padece seus procedimentos de origem, como melhor descreve Jessé de Sousa em seus livros, com viés pessimista, tendo de outro lado os mais otimistas Darci Ribeiro e Gilberto Freyre. Ambos, pessimistas ou otimistas, concordam que o Brasil foi criado como um território de pilhagem, para o qual vieram aventureiros com autorização da coroa portuguesa, para se tornarem verdadeiros reis das terras que receberam para explorar. Os potentados que se originaram a partir dos chefes (capitães) das capitanias hereditárias se comportavam como monarcas mais poderosos do que os reis europeus. Jessé de Souza explica que eles tinham o poder de vida ou morte sobre qualquer indivíduo que vivia na terra que dominavam, em nome do rei, pois devido à imensa distância não havia a moderação da monarquia ou da igreja. Mais tarde, os descendentes dos capitães hereditários se transformaram nos maiores e mais cruéis senhores de escravos da história e os últimos a abolir a escravidão.  

Esses latifundiários perversos originaram cultural e psicologicamente os ricos brasileiros, que não merecem ser classificados como elite.

Desde os primeiros anos da colonização portuguesa, os aventureiros que vieram para o Brasil sonhavam em saquear o máximo que pudessem, para enriquecer o voltar para a metrópole. Mais tarde, quando a pilhagem passou a depender do cultivo de cana de açúcar e, mais tarde, da riqueza mineral, os predadores continuaram desprezando o Brasil, sentiam-se diferentes do resto mestiço da população, e sonhavam com o Velho Mundo.

A falta de identificação com o país e seu povo é uma característica persistente dos bilionários Brasileiros. Os mais ricos nunca desenvolveram um espírito nacionalista, como na China, Rússia, Vietnã e os países europeus.

O preconceito e o racismo são características dos bilionários brasileiros e é preciso acrescentar a essas particularidades um feroz antinacionalismo.

Os bilionários, para manter o poder sempre precisaram dos seus jagunços. Nos tempos remotos havia a figura do capitão do mato, que caçava o seu próprio povo. Com a natural complexidade adquirida por um país tão grande e rico, como o Brasil, os capitães do mato se tornaram mais sofisticados, viraram policiais, advogados, engenheiros, tabeliões, entre outras profissões e formaram a classe média alta, que se acha rica.

Só no Brasil um traidor pode ser candidato a presidente

Somente em um país como o Brasil – onde uma minoria, que controla a maior parte da riqueza nacional, nunca despertou qualquer sentimento de nacionalismo – um agente público que trabalhou para um país estrangeiro, cometendo traição de lesa pátria, poderia ser candidato à presidente, sem ser questionado pelas instituições do estado.

Felizmente a maioria da população brasileira gosta do seu país, porém, infelizmente esta maioria não sabe que Moro cometeu crime de traição contra o Brasil. Grande parte dos brasileiros não sabe que a prisão de Lula foi apenas um subproduto de um grande ataque contra o país, visando remover o Brasil da competição internacional das maiores nações.

Esse grau de destruição, próprio de uma guerra aconteceu no Brasil. Em menos de um ano, o país perdeu seus instrumentos de desenvolvimento, de superação do gap tecnológico toda a capacidade de competição internacional. Em um período extremamente curto, o país viu a Petrobras ser retalhada e reduzida ao osso, a Embraer ser abalada por um processo nos EUA, suas maiores empreiteiras, as mais competitivas do mundo serem destruídas, e a imensa rede de suprimentos que alimentava este sistema produtivo ser pulverizada. Em poucos anos, o Brasil desabou de 6ª economia do mundo, para o 12º lugar no ranking.

Exceto no caso de uma guerra não se registra a pulverização de mais de 50% do PIB de um país de um ano para o outro. Não há lugar no mundo onde ocorra a amputação de uma companhia, que estava entre as cinco maiores do planeta, e a extinção de todas as suas maiores empresas, levando a destruição de uma imensa rede de suprimentos de conteúdo nacional, que asseguravam empregos para milhões de pessoas

E houve sim uma guerra. O Brasil sofreu um ataque invisível ao observador comum – ou guerra híbrida – desencadeado por um país, que a diplomacia brasileira acreditava ser amigo e aliado, os Estados Unidos. Os sinais do ataque apareceram quando Edward Snowden denunciou que a agência estadunidense de espionagem, onde trabalhou, a NSA, manteve espionagem sobre autoridades brasileiras, inclusive a presidenta da República, além da Petrobras.

Na mesma época o escritório da CIA, em Brasília passou por um inchamento de pessoal inédito. Na sequência, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil passou a ser dirigida pela embaixadora Liliana Ayalde, apontada por vários especialistas, como agente da CIA. Ayalde era a embaixadora de plantão, quando ocorreram os golpes em Honduras, em 2009, no Paraguai, 2012, e durante a tentativa de derrubar Hugo Chaves em 2002.

Logo após a descoberta da espionagem da NSA e do robustecimento da presença da CIA, incluindo no pacote a embaixadora Liliana Ayalde, a Lavajato surge com informações confidenciais sobre a Petrobras, a Embraer, as grandes empreiteiras Brasileiras e diversos políticos. Com base nessas informações, a Lavajato, comandada por Moro promoveu o maior ataque da história contra o PIB brasileiro e chantageou as instituições do país.

As acusações fabricadas pela Lavajato, com auxílio dos serviços de espionagem estadunidenses vieram a se revelar inconsistentes, após o momento de histeria provocado pela irresponsabilidade da mídia das oligarquias anti-Brasil. Exceto por um pequeno grupo de corruptos que podem ser contados sem precisar todos os cinco dedos de uma mão, ligados aos partidos do centrão, levados à Petrobras por seus padrinhos políticos e que já estavam afastados e sendo investigados pela presidenta da empresa, Graça Foster, nada de consistente foi encontrado.

Servindo ao império estadunidense Moro destruiu o Brasil

No final, o prejuízo causado por Moro e a Lavajato à Petrobras foi incomensuravelmente maior do que as migalhas (em termos relativos) desviadas pelos corruptos, que fizeram as delações premiadas e hoje gozam da maior parte da fortuna que roubaram em confortáveis aposentadorias. Certamente Dilma e Graça Foster seriam muito mais rigorosas com os corruptos que já investigavam do que a suspeita Lavajato.

Moro e sua quadrilha somente conseguiram fazer tamanho estrago no Brasil por dos motivos principais. Primeiro porque operaram como um braço dos serviços de espionagem e sabotagem dos Estados Unidos, recebendo todo apoio das instituições estatais estadunidenses, como CIA, NSA, FBI e o Ministério Público daquele país. Desta forma, Moro, Delagnol e outros jagunços podem ser classificados como traidores do Brasil.

Em segundo lugar, Moro e seus cúmplices contaram com o apoio de uma oligarquia que detesta o país e tem como único interesse no país a pilhagem das riquezas nacionais, da mesma forma que seus antepassados. Essa geração das oligarquias é inclusive pior do que seus antecedentes do início do século XX. Naquela época, as viagens eram mais difíceis, o que obrigava as famílias dos muito ricos a viverem no Brasil, para cuidar dos seus negócios. Atualmente, com as facilidades de transporte e de comunicações, além de que a maioria deixou de lado atividades produtivas, para atuar no mercado financeiro, grande parte dos bilionários, como Jorge Paulo Lemann nem mesmo moram mais no país.

Moro e a quadrilha do Lavajato, além de contarem com o integram apoio dos serviços de espionagem e sabotagem dos Estados Unidos, também tiveram ajuda entusiasmada das oligarquias brasileiras, as quais colocaram seus instrumentos de poder – dinheiro, contatos, infraestrutura, militares, aparato judicial, mídia antiga e outros – a serviço dos jecas do Paraná.

O objetivo central das eleições 2022

Significa que o objetivo do atual estágio da política brasileira não tem apenas o objetivo central de remoção de Bolsonaro do poder. A recuperação do Brasil para os brasileiros exige também impedir que um traidor, como é Moro, chegue à presidência da república. Moro na presidência significa entregar todo o comando do Brasil para Washington.

Desta forma, os espaços e os limites de uma frente ampla para retomar o Brasil esbarram não só no gangsterismo bolsonarista, como também no fascismo morista (este sim absolutamente fascista).

Assim, para fazer a frente mais ampla possível, para recuperar o Brasil para os brasileiros é preciso observar quais as forças políticas se aproximam para um diálogo com Moro. Na verdade, observar quem, pois além do PT, não há outros verdadeiros partidos de massa no país.

Desta forma, seria definida a exclusão gente como Dória, o aventureiro franco atirador, capaz de vender a mãe para atingir seus objetivos; ou de Simone Tebet, se realmente for confirmada a intenção da senadora de se aproximar do juiz traidor e ladrão.

A história, o cenário mundial e a conjuntura nacional definem que o centro da luta no Brasil é pela independência nacional, para que o país possa se reorganizar e recuperar sua capacidade de desenvolvimento, com o objetivo de gerar empregos, bem-estar e tranquilidade, à sua população.

Quem assumir esta bandeira, que significa inclusive interromper a escalada de mortes que aflige os brasileiros, seja pela covid, pela fome, a insegurança e a desesperança, está do lado de Lula, a personalidade mundial que representa estas bandeiras.

Quem estiver com Bolsonaro, Moro ou Dória é inimigo do Brasil e dos brasileiros.

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