ROMA CONFIRMOU QUE A GUERRA ENTRE BOLSONARO E A GLOBO É DE VIDA OU MORTE

A melhor chance de sobrevivência das Organizações Globo é pedir socorro a Lula, pois o petista é a única opção com real capacidade de vencer o bolsonarismo. Para isso, terá que oferecer contrapartidas substanciais. Mas, quais serão e com que garantias? Mesmo que essas garantias sejam as melhores, será que o PT vai aceitar? Gato escaldado foge da água fria.

Isolado e tóxico, Bolsonaro transformou o Brasil em um pária mundial. Ninguém quer chegar perto do miliciano.

O repórter Leonardo Monteiro foi agredido com socos no estomago e empurrado violentamente ao chão por seguranças do miliciano Bolsonaro, durante a visita do gangster a Roma. Durante a estadia na Cidade Eterna, o pior presidente da história do Brasil se dedicou a torrar dinheiro público em passeios turísticos, ao invés de defender os interesses dos brasileiros agendando reuniões bilaterais, com alguns dos chefes de estado mais importantes do mundo.

As únicas conversas do miliciano foram curtos e fortuitos encontros com o primeiro-ministro turco, Recip Erdogan, quando o brasileiro demonstrou não saber formular uma única pergunta que fosse sobre a Turquia ou as relações bilaterais entre os dois países – diferente do seu interlocutor, bem-informado sobre o Brasil. A outra conversa paralela ao encontro foi com o Diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que estava interessado na capacidade de produção de vacinas do Brasil, para contribuir na distribuição de imunizantes aos países pobres. Apesar da insistência do chefe da OMS, Bolsonaro e seu ministro da saúde não tinham informações sobre o assunto e limitaram-se a brincadeiras tolas ou perguntas indelicadas sobre a “origem do vírus” – provavelmente esperando uma acusação à china, para ser utilizada nas redes bolsonaristas.

No mais foram encontros protocolares, com autoridades italianas, obrigadas pelo protocolo a receber todos os chefes de estado. Além disso, ainda houve uma breve conversa com Ângela Merkel, que teve a má sorte de sentar-se ao lado do tóxico gangster, durante o jantar oficial.

Para evitar ainda mais constrangimentos, o campeão mundial da destruição de florestas e dos povos originários fugiu covardemente do encontro COP-21, realizado em Glasgow, Escócia, onde o tema do meio ambiente foi debatido, com a presença de mais de 130 chefes de estado.  

GUERRA CONTRA A IMPRENSA

Além do isolamento inédito que envergonhou o Brasil, em um grau que não ocorreu nem mesmo durante a ditadura militar, o fato mais notável do que não passou de uma mera viagem pessoal de turismo, paga com recursos públicos, foi o acirramento da guerra do miliciano contra os veículos de comunicação que servem às oligarquias brasileiras e ao sistema financeiro mundial. As agressões; que atingiram principalmente o repórter das Organizações Globo e Jamil Chade, correspondente do UOL e da Band; exibiram com cristalina clareza o conflito de vida ou morte entre o bolsonarismo e os coronéis da mídia mercenária brasileira.

A Globo e a Band são os veículos em pior posição nesta guerra, pois diferente do Grupo Folhas, que retira a maior parte de seu faturamento de uma espécie de instituição financeira criada pela família Frias, ou do Estado de São Paulo e a Veja, que pertencem a bancos, as empresas dos Marinho e Saad, sobrevivem dos negócios alavancados pela comunicação de massa.

Portanto, principalmente para a Globo, que se tornou um alvo simbólico do ódio bolsonarista, não há opção: Bolsonaro é derrotado e alijado do poder ou o grupo de empresas ligadas à família Marinho corre sério risco de estrangulamento e extinção.

Até mesmo a possiblidade de venda das Organizações Globo para um banco ou um grupo de mídia internacional é muito difícil, pois a marca se tornou um símbolo para o bolsonarismo, que em grande parte move sua horda através de apelos irracionais. Vender os ativos físicos para mudar o nome não é bom negócio, pois a marca representa a maior parte do valor da empresa.  

Por se tratar de uma questão simbólica, que visa manejar mecanismos psicológicos para ativar emocionalmente as gangues bolsonaristas e fascistas, que apoiam o miliciano, a Globo não tem nenhuma possibilidade de acordo com Bolsonaro. Aliás a família Marinho já tentou diversas vezes estabelecer um pacto, sem sucesso. Inspirados nos exemplos nazifascistas, os mentores do bolsonarismo consideram o sacrifício da Globo um ritual importante, para mobilizar as suas bases primitivas.  

MORIBUNDO NA AREIA MOVEDIÇA

As Organizações Globo estão em uma situação semelhante àquela de um caminhante que desprezou os avisos de perigo e seguiu por uma trilha, onde entrou em um poço de areia movediça, como nos filmes antigos. Preso no terreno que o engole lentamente para uma morte terrível, o caminhante é obrigado e pedir socorro. Porém, o único que tem força suficiente para salvar o moribundo é alguém que foi extremamente prejudicado por ele.

O que fazer? A atitude mais logica, visando a sobrevivência, seria pedir ajuda e negociar com o desafeto a quem o caminhante havia prejudicado. O possível salvador, dolorido pelas experiencias do passado, certamente terá dúvidas sobre se vale a pena ou não realizar o salvamento.

Nesta situação há a possibilidade de uma negociação. O moribundo pode oferecer propostas de compensação ao seu potencial salvador. Este último, se aprendeu com a experiencia, saberá que somente é possível aceitar o apelo de salvação e as propostas do moribundo, com efetivas garantias.

Evidentemente as Organizações Globo representam o moribundo, a areia movediça e bolsonarismo e o único que pode realizar o salvamento é Lula e o PT. Sem Lula e o PT, Bolsonaro pode caminhar para um segundo mandato, que pelo perfil antidemocrático do gangster, poderá se estender definitivamente via golpe ou manobras com uma Câmara venal.

A possibilidade de manutenção do bolsonarismo é a morte da Globo. Lula é o único que pode impedir esta possibilidade com segurança. Todos as outras candidaturas são apostas arriscadíssimas.

As Organizações Globo estão em uma sinuca de bico e contam somente com uma saída, para escapar à extinção: pedir socorro ao PT, a única opção com força real capaz de derrotar o bolsonarismo. Para isso, seus controladores terão que oferecer contrapartidas substanciais e garantias confiáveis de que cumprirão um eventual acordo. Mas, quais poderão ser as propostas e com que garantias? Mesmo que essas ofertas de acordo e as garantias sejam as melhores, será que o PT vai aceitar? Gato escaldado foge de água fria.

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