AS PESQUISAS E A ECONOMIA INDICAM VITÓRIA DE LULA

Qualquer um dos novos experimentos da terceira via vai enfrentar as mesmas dificuldades dos que foram anteriormente lançados e provavelmente não vão decolar.

A pesquisa Quaest confirma uma série histórica bastante consolidada favorável a Lula. Como o cientista político Felipe Nunes explicou no Boa Noite Brasil247, somente uma vigorosa mudança na economia, pode alterar o cenário indicado pelas pesquisas.

Para provocar efeito favorável ao bolsonarismo, a alteração da economia teria que ser capaz de melhorar rapidamente a vida dos brasileiros, principalmente os mais necessitados. Essa possibilidade não está no horizonte, pois o governo instalado em Brasília é o mais incompetente da história, o menos comprometido com o Brasil, o que tem o maior desprezo pelo povo brasileiro e os gestores da economia são fundamentalistas, presos a um modelo de neoliberalismo ineficiente, perverso e que já foi abandonado no resto do planeta.

Os sinais indicam que a tendência da economia é de um declínio cada vez mais acentuado. De um lado há a morte do mercado interno, que chegou nos tempos do PT a ser um dos mais prósperos do mundo; olhando para outro lado, o que se vê é o desespero dos mais pobres e aposentados, desalentados pela corrosão do salário mínimo; o apagão elétrico se aproxima; a fome já é realidade; a onda da miséria atinge a praia da classe média; grande parte da população foi empurrada para morar nas ruas; industrias abandonam o país; o agronegócio começa a sentir os efeitos da desmoralização internacional do Brasil; e a lista vai longe.

O bolsonarismo tenta fugir da derrota anunciada lançando o desafio de Sete de Setembro. É desespero de uma fera acuada, pois o próprio núcleo do governo miliciano entende que a via eleitoral não é alternativa para a manutenção do poder.

A atuação do bolsonarismo no Sete de Setembro, se o campo democrático não cair na armadilha de se arriscar a um conflito desnecessário, será mais um elemento de desgaste, como são as ridículas motociatas (com motos caríssimas), nos tempos de gasolina inacessível à maioria dos brasileiros.

A MIRAGEM DA TERCEIRA VIA

Desde que se divorciou de Bolsonaro, não por divergências econômicas, mas por uma questão de estilo, as oligarquias brasileiras buscam desesperadamente encontrar a chamada terceira via, para manter o programa antipopular neoliberal.

Diversos nomes foram testados e naufragaram, como Huck, Dória, Ciro, Mandetta, Amoedo, Moro, Gentili, Datena e outros mais.

Agora, com base em uma leitura equivocada das pesquisas, as oligarquias tentam empinar novos nomes.

O raciocínio de vários analistas parte da fórmula nas pesquisas que relaciona o conhecimento dos candidatos, com a possibilidade de votos e a rejeição (determinada pela pergunta: em quem você não votaria de jeito nenhum).

Essa fórmula é um dos mais importantes pontos de análise de uma pesquisa política e indica a solidez da vantagem de Lula, enquanto aponta a fragilidade tanto de Bolsonaro, quanto dos candidatos à terceira via.

É precipitado deduzir, com base nesta fórmula, que três novos candidatos (todos ligados ao modelo econômico vigente e ao agronegócio) têm boas chances de emplacar. São a senadora Simone Tebet, uma das estrelas do lavajatismo; o governador do Rio Grande do Sul, o confuso Eduardo Leite; e o presidente do Senado, o indeciso Rodrigo Pacheco.

É simples entender a precipitação nas análises, que apontam os três políticos com possibilidade de ocupar a vaga da terceira via.

Quanto menos é conhecido um político, menor é sua rejeição. Por outro lado, os poucos que conhecem esses políticos tendem a ser pessoas com algum relacionamento com eles, mesmo que de segunda mão – são da mesma cidade; atuam em setores econômicos interligados; presença na mídia de determinada região e outros motivos – portanto têm simpatia por eles. Além disso, se uma pessoa não conhece um político provavelmente não responderá que não vota nele de jeito nenhum e esta atitude normal dilui a rejeição.

Desta forma, qualquer um dos novos experimentos de terceira via vai enfrentar as mesmas dificuldades dos que já foram lançados. Dois deles se posicionam como oposição a Bolsonaro, Tebet e Leite, enquanto Pacheco gira na órbita do bolsonarismo. Porém os três são vinculados às oligarquias, apoiam os interesses do neoliberalismo e jamais defenderiam um programa popular e nacionalista, tão necessário para o Brasil e os brasileiros superarem as dificuldades.

O que a pesquisa Quaest indica de fato é que Lula está em sólida posição para vencer as próximas eleições e que o bolsonarismo definha. Por isso, Bolsonaro ruge, como uma fera ferida e acuada. Mas inda será capaz de causar danos para quem for voluntarioso o bastante para chegar suficientemente perto das suas garras. Caso o bolsonarismo possa utilizar as suas garras e provoque uma vítima, em um eventual confronto com a oposição democrática, todo o cenário pode mudar. Nesse caso, o país pode deixar o ambiente político e eleitoral, que é medido pelas pesquisas, entrando

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