City e Chelsea, uma final eletrizante

Vi o jogo Chelsea x Real Madrid. Não sou simpático a nenhum deles. Porém tenho que reconhecer. Em termos de tática de futebol moderno bem executado, o Chelsea deu uma aula.

O time não tem nenhum craque, que possa ser considerado fora de série, como dizem os italianos, mas possui um jogo coletivo impressionante.

A ocupação de espaços, através da formação coordenada de grupos aleatórios é impressionante. Só há dois jogadores que guardam posições fixas, o goleiro e o zagueiro Tiago Silva, que mesmo assim avança nas bolas paradas. Não há laterais, alas, pontas, centro-avantes, volantes, ou meias.

Todos se revezam, fazendo de tudo um pouco. Em qualquer ponto do campo, onde a bola estava, havia pelo menos três camisas azuis do esquadrão londrino, as vezes quatro ou cinco. O time defendia em bloco com dez e atacava com sete ou oito. Tudo coordenado. No ataque sempre tinham pelo menos duas opções de passe e os defensores podiam contar com mais dois ou três, as vezes mais na cobertura.

O time britânico poderia ter goleado, perdeu pelo menos três tendo somente o goleiro à frente.

O Real Madrid, por seu lado, não ameaçou uma única vez no segundo tempo. O time treinado por Zidane ficou completamente travado.

A final inglesa será um tremendo jogo.

Acho muito simpático o bairro dos judeus de Londres, mas vou torcer para o time fundado por operários das primeiras fabricas fundadas em Manchester, no início da revolução industrial, em 1880, apesar da camisa azul. Mas ambos usam o azul no uniforme.

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