OS HERÓIS CUBANOS DE WASP NETWORK CONTRIBUÍRAM PARA LIBERTAR MANDELA

O filme Wasp Network, baseado no emocionante livro de Fernando Morais, “Os últimos soldados da Guerra Fria”, conta a história dos voluntários cubanos, que arriscaram as suas vidas, ao se infiltrar nas máfias anticastristas de Miami, para impedir ataques terroristas contra a ilha. A produção tem como protagonistas personagens que, também, foram heróis de outro episódio que gerou importantes consequências históricas, como o fim das agressões do regime racista sul-africano contra Angola; a independência da Namíbia, a libertação de Mandela; a estabilização política da África Austral; e a queda do apartheid. Os últimos soldados da Guerra Fria são veteranos do exército cubano, enviado para ajudar Angola a derrotar a invasão da África do Sul, fato histórico que definiu o mapa do continente africano.

O exército cubano derrotou as forças do regime racista da África do Sul, em Cuíto Cuanavale, a maior batalha ocorrida em solo africano, depois da Segunda Guerra Mundial.
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Em 1974, Portugal, pressionado pelas suas
contradições internas, assistiu à Revolução dos Cravos, que teve como uma de
suas consequências mais importantes o abandono do antigo império colonial lusitano.
Desde o século XVIII, o império português era mantido com apoio do Reino Unido.

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Logo que as forças militares portuguesas
saíram de Angola e Moçambique, em 1975, explodiu uma guerra civil entre os
grupos que lutavam pela independência dos dois territórios.

Em angola, a disputa era entre o MPLA, que
buscou apoio da União Soviética; a UNITA, com suporte no governo racista da
África do Sul, Estados Unidos e Inglaterra; além do mais fraco FNLA, apoiado
pelo Zaire, do então ditador Mobutu, associado a capitalistas europeus. O que
estava em jogo eram as imensas riquezas do país africano, principalmente
petróleo, diamantes, ouro e vários outros metais estratégicos. Angola, hoje,
graças às suas exportações, é um dos países no mundo com maior taxa de crescimento,
superando a China e a Índia, com o PIB variando a um índice anual próxima dos
20%.

O bem treinado e equipado exército
sul-africano, apoiado por batalhões de mercenários, não teve dificuldades para
destroçar as mal enjambradas forças do MPLA, que na época eram constituídas por
unidades de guerrilheiros. Em poucas semanas as vanguardas das tropas
sul-africanas atingiram as proximidades de Luanda e começaram a alvejar a
capital angolana com sua artilharia.

O MPLA não possuía a capacidade militar mínima,
para enfrentar as ameaças, que avançavam por três frentes. Do Norte desciam as
tropas da FPLA, com apoio do exército de Mobutu, do Leste vinham os
guerrilheiros da UNITA, com os bolsos recheados de dinheiro e, ao sul avançava
o exército sul-africano, considerado, na época, como o melhor da África.

O governo provisório de Angola solicitou
ajuda desesperada à URSS e ao bloco socialista. O país caribenho foi
imediatamente solidário e começou a enviar unidades de suas forças militares,
para deter a invasão.

Foi desencadeada a Operação Carlota, em
homenagem a uma antiga escrava cubana que lutou pela independência do país. Um
exército cubano, com seus equipamentos, foi enviado em uma viagem épica, de
mais de 10 mil quilômetros, em aviões e navios obsoletos.

A União Soviética preferiu não se envolver,
limitando-se a fornecer armas e equipamentos, diretamente a Angola.

Após um curto período de preparação, as
aguerridas tropas cubanas iniciaram uma fulminante ofensiva, que desbaratou as
forças sul-africanas e deu fôlego ao MPLA, para enfrentar seus agressores, com
supervisão de oficiais cubanos, nas frentes leste e norte.

A vitória permitiu ao MPLA declarar
formalmente a independência do país.

O governo racista sul-africano, no entanto,
não desistiu facilmente. Com apoio secreto dos Estados Unidos e Reino Unido, a
África do Sul continuou financiando a UNITA, que se transformou em uma
organização criminosa dedicada a assaltar as riquezas diamantíferas de Angola.
Durante anos, a organização dominou um vasto território nas florestas do
sudeste angolano, uma região riquíssima e de difícil acesso.

Em 1987, o governo sul-africano resolveu
atender ao interesse de suas grandes empresas do setor de minerais preciosos
(ouro, diamante, prata e outros) e desencadeou uma nova invasão militar contra
Angola. Objetivo militar, dessa vez, era arrancar do país africano a sua rica
província de Cuíto Cuanavale, para criar um estado títere, sob o governo dos
criminosos da UNITA. A princípio Fidel foi contra a participação de tropas cubanas
nesse novo conflito, mas foi convencido, depois de perceber que a situação
poderia evoluir para a extinção de Angola e sua divisão em diversos países
menores controlados pelas potências ocidentais.

Novamente um exército cubano chegou a Angola,
com cerca de 55 mil soldados. As tropas caribenhas dividiram-se em duas
colunas, indo uma em direção à província ameaçada e outra avançou para a
fronteira da Namíbia – uma ex-colônia alemã, perdida nos acordos pós Primeira
Guerra Mundial e, durante décadas, ocupada ilegalmente pela África do Sul. A
força invasora sul-africana foi varrida do território angolano, juntamente com
seus aliados da UNITA. As tropas cubanas chegaram a entrar profundamente na
Namíbia, forçando a abertura de conversações de paz que levaram a diversos
acordos importantes, como abdicação por parte da África do Sul de futuras
invasões a Angola ou qualquer outro de seus vizinhos. O governo branco
sul-africano concordou, também com a independência da Namíbia, concluído em
1990.

O golpe representou um profundo abalo no
regime racista da África do Sul, o que levou à libertação de Nelson Mandela no
mesmo ano e provocou o seu colapso, poucos anos depois.

A ajuda de Cuba não apenas definiu o mapa de
todo o sul do continente africano, ao assegurar a independência de Angola e,
também da Namíbia, como forçou a libertação de Nelson Mandela, depois de 27
anos de prisão, a queda do regime de segregação racial e a eleição do grande
estadista negro nas primeiras eleições livres da África do Sul.

A mídia mundial louva o grande líder
africano, mas esquecem convenientemente, que Mandela deve a sua libertação e,
talvez, a própria vida à coragem e solidariedade de Fidel Castro e do povo
cubano.

 

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